Partilhar Lisboa

Setembro 14 2006
Hoje ao ler na blogosfera um comentário de um bloguista que deixou de ir ao cinema para ver cinema em casa lembrei-me de partilhar convosco algumas história que tenho no cinema ... se tiverem história engraçadas partilhem também.
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Convém informar que desde o dia em que ninguém quis ir comigo ver o "Matrix" descobri que adoro ir ao cinema sozinha e vou em 98% das vezes, quando me convidam não digo que não mas exigo uma coxia ...
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Aliás é mesmo pela coxia que vou começar ... esta aconteceu no filme "A Interprete", eu trabalhava na altura no cais sodré e saía às 18h00, a sessão era à 19h00 mas apanhei muito transito e depois de uma correria só cheguei à bilheteira dos cinemas Monumental à hora da sessão começar, ainda com os "bofes de fora" perguntei à menina "Ainda tem uma coxia?" ela olhou para o monitor olhou para mim de cima a baixo e disse com cara de quem está a ver um ET "Sim ... tenho" ... lá comprei o bilhete e corri para a sala ... vazia ... só lá estava eu!! (mais tarde já o filme tinha começado quando entrou outra rapariga tb com os bofes de fora e que fez a mm cara que eu devo ter feito quando vi a sala vazia) 
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Gosto de ir aos cinemas Monumental porque não se pode comer lá dentro ... uma vez (já não me recordo qual foi o filme) estava muito entertida com o filme quando começo a ouvir grenhof grenhof (som do papel de rebuçados) ... "ok  no problem" ... entretanto o cheiro a mentol ... "pronto Ana Sofia concentra-te ignora o cheiro" ... quando começou o schiuuuup schiuuup (som da sra a chupar o rebuçado) ... aqui pensei "porra tou lixada com F maiusculo" ... mas controlei-me ... depois veio o segundo rebuçado ... sempre o mm ritual - abrir o rebuçado com barulho, o cheiro a mentol e som irritante de chupar o rebuçado - e ainda veio o terçeiro rebuçado ... quando me apercebi que o quarto vinha a caminho ... encostei-me mais para o lado da dita senhora e quando ela agarou o sacaninha eu quase gritei "CHIUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU" aos ouvidos dela ... olhem ela apanhou um susto tão grande que até deixou cair o rebuçado ... apreciei o resto do filme em silêncio...
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Para não vos cansar vou deixar as outras histórias para outros dias, e há algumas verdadeiramente extraordinárias ... prometo!!
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Partilhado por AnaD às 00:17

Eu perdi a vontade de ir ao cinema porque o meu ex não gosta!! ehehe!! e eu sozinha nunca fui! Mas agora que está a chegar o inverno deste-me uma ideia boa!! ;) saio do emprego à meia noite e vou ao cinema!!!! :) sozinha!! assim é que é! gaja que é ultrapassada pelo rui costa vai ao cinema sozinha sem medos! :)
anaazenha a 14 de Setembro de 2006 às 01:46

Mai nada ... eu ia muitas vezes ao cinema qd saia do trabalho ... inclusive este ano quis ver todos os filme candidatos ao oscar de melhor filme e foi no próprio dia da entrega dos oscares que consegui ir ver o excelente "Boa Noite e boa Sorte" ... chovia a cantaros fiquei enxarcada ... vi o filme descalça para as botas secarem ... mas consegui ver todos :)
AnaD a 14 de Setembro de 2006 às 12:32

Já te disse que o Matrix é dos meus filmes favoritos?

É que é mesmo!

Bom, eu gosto de cinema, mas é em casa.

É só vantagens:
Posso voltar atrás no DVD ou video, e rever as melhores cenas,

posso comer as pipocas que quiser, e feitas em casa,

posso estender as pernas para cima da mesinha do café... (não sei como ainda não pensaram em pôr mesinhas de café nas salas de cinema. Aposto que iria muito mais gente ao cinema, só pelo gozo de pôr as pernas na mesinha)

Ah, se o filme não for bom, não tenho remorsos pelo dinheiro gasto com o bilhete.

Sergio Alex a 14 de Setembro de 2006 às 03:29

Primeiro ponto eu não gosto de pipocas. Seggundo, não voua a cinemas onde haja pipocas excepto qd sou obrigada. Terceiro odeio que ponham os pés em cima da mesa :p
A não ser que tenhas uma sala de projecção em casa o dvd na tv nunca poderá substituir a sala de cinema com a grande tela.

Eu adorei o Matrix, pela história e pela porradinha (adoro um bom filme de porradinha) mas qd vi a apresentação do Matrix reloaded pensei prós meus botões "epá isto n me parece bem" e acabei por só ver o filme aki à uns dias na tv e realmente não gostei ainda me falta ver o 3º mas se tiver uns fx tão maus e uma história ridicula como o segundo vai ser um desperdicio de tempo.
AnaD a 14 de Setembro de 2006 às 12:39

Eu sou mais adepto dos clássicos do Cinema dos anos 40/50, no qual inclúo alguns westers de antalogia. Adoro tudo de Hitchcock, John Ford, Elia Kazan, Bergman, etc...
Lembro-me de, quando morei em Lisboa, ir várias vezes à sessão da meia noite no Quarteto, onde invariavelmente estava lá sozinho ou com a namorada da altura (que me achava algo amalucado por gostar de ir ao cinema a essas horas). O Nimas e o Ávila ficavam à porta de casa e o Monumental ali perto. Bons tempos de cinema "fora de horas". Felizmente só apanhei uma vez essa "Saga da Pipoca e do Telemóvel" numa sessão de Cinema nas Caldas da Raínha e lá tive que me arreliar com o energúmeno (a paciência de facto não é o meu forte), quando o filme até creio que era o "Gato Preto Gato Branco" do Kusturica...
Já agora o meu filme preferido : "Contos da Lua Vaga" do Kenzi Mizoguchi. Há muitos, mas este creio que é genial pela simplicidade...
Nuno Filipe Lorvão a 14 de Setembro de 2006 às 23:59

energúmeno ... lolol ... esse cinema nas caldas é aquele da rua das montras?? Já lá fui uma vez à muitos anos, quando tava de férias na foz, ver uma pipocada qualquer, nem me lembro qual era, mas deve ter sido uma porradita, porque eram mais rapazes e eu era sempre uma traidora pras meninas que queriam ver filmes de gaija ... eu gostava mais da porradita ... nos tempos do Van Damme e do actual governador da califórnia... Bons tempos

Eu não consigo escolher um filme da minha vida ... eu tanto adoro a triologia do LOTR, como a "biologia" do Antes do amanhecer/antes do anoitecer , como o Shrek ... sou eclética (vez vez tb sei palavras bonitas ) LOL
AnaD a 15 de Setembro de 2006 às 14:01

É esse mesmo na Rua das Montras!... Enfim uma coisa sem rei nem roque... Já nem me lembro como é que aquilo (o cimema) se chama. Quanto a filmes de "porradita" (LOL), é bom de se ver, que prefiro "realizá-los" com alguns foristas do fórum do A.S....

É o cinema da rua das montras duhhh (achas que alguém sabe como se chama a rua das montras??)

Acho que devias realizar a porradita com alguns efeitos especiais e não bater mm nos pobres foristas...
AnaD a 16 de Setembro de 2006 às 13:21

Para mim há 2 tipos de cinema.
O cinema distração e o cinema descoberta.
O cinema distração faz-me entrar o disco rígido em hibernação.
O cinema descoberta faz-me despertar a memória, correr os programas, actualizar ficheiros, limpar e desfragmentar o disco.
O 1º só o consigo ver em casa. Sou incapaz de ir ao cinema ver um Matrix.
O 2º só por impossibilidade consigo ver em casa. Se me puser a ver um David Lynch no sofá sou capaz de me aborrecer (e no entanto é um dos meus preferidos).
Infelizmente, desde que a minha outra metade deu à luz a nossa linda malandreca só uma vez fui ao cinema. Sozinho. Ainda agora mesmo estavamos a combinar ir ver o "Voltar" e o "Verdade Inconveniente"... à vez. Pois, isto de estar longe da família e não ter com quem deixar o rebento tem destas coisas.
Há uns anos, ainda em Braga, tivemos a infeliz ideia de ir a um multiplex. Desculpem mas aquilo está para o cinema como o maquedonaldes está para a gastronomia. Ele era a pequenez liliputiana da sala, o som dolbisarrounde-estério-mastroideu-gti-turbo-xpto a dar-me cabo dos tímpanos; ele eram as pipocas deglutidas freneticamente por 90% dos presentes; ele eram as cocacolas sorvidas com requintes de malvadez sonora... enfim, juramos que nunca mais. Bendito Teatro Circo às moscas [que eram quem compunha a sala a maior parte das vezes - mas também quem é que há-de querer ver filmes esquisitos? só se tiverem sexo, aí... vou contar a história dos "Idiotas" no Cineclube de Faro: normalmente uma única sessão sobrava para a dúzia de marmelos que se atreviam a ver filmes "intelectuais", até ao anúncio dos "Idiotas", de Lars von Trier (outro dos meus eleitos). Bastou saber-se que havia 5 segundos de sexo explicítio para ser necessário fazer 2 sessões! Nada como bom sexo para atrair pessoal a filmes "intelectuais". Poder-se-á daí concluir que sexo ajuda muito à reflexão e ao pensamento]. Pois no Teatro Circo de Braga, um dos velhinhos e lindos teatros deste país, cheguei a assistir com a minha metade a filmes em quer eramos quase os únicos (mais 2 ou 3...).
Uma vez, ainda solteiro e bom rapaz, fui com 2 amigos ver ao Cineclube do Norte, no Porto, o "Europa", também do senhor von Trier. E eramos os únicos.
Sozinho, confesso que nunca. Mas entre sozinho e mal acompanhado por pipocas que venha o diabo... que eu prefiro ficar sozinho.
Não sou dado a nostalgias, mas eram engraçados aqueles tempos em que ir ao cinema era um acontecimento. Sobretudo para quem, como eu, vinha de uma aldeia, a ideia de ir à cidade, ao cinema era qualquer coisa de grandioso. A sala enorme, as luzes que se apagam escondendo olhares furtivos, a mão que se atreve à descoberta dos prazeres ocultos da adolescência, os beijos que se trocam ao ritmo dos encontros e desencontros dos pares que se cruzam na tela copiando-lhes os gestos e as pausas... Os comentários que se trocam no final como quem partilha grandes descobertas. O poder dizer no dia seguinte "eu ontem fui o filme..." e receber como resposta um "foste?..." misto de admiração e inveja (ou pelo menos assim entendido, mas quando se é puto tudo ganha contornos mais heróicos...).
vêÉrre a 14 de Setembro de 2006 às 22:49

Concordo contigo na maneira como divides o cinema ... são dois estilos diferentes ... e devem ser sempre analisados como diferente e não como muitas vezes acontece como maiores e menores ... Ambos me levam ao cinema, tanto vou ver um "X-Men" ou um "Crash".

A primeira vez que fui ao cinema era miuda e fui ver o "Taran e o caldeirão mágico" no Tivoli ... não me perguntes a história do filme, eu tava tão fascinada com aquela sala e com todas as luzes e sombras...
AnaD a 14 de Setembro de 2006 às 23:41

Ver cinema como acto social foi chão que já deu uvas. Nos tempos em que tinham intervalos (2), actualidades, desenhos animados, lanterninhas, etc...
Assim, pq não ver sózinho.
Sózinho, mesmo sózinho, vi uma vez qdo estava a trabalhar nos EUA, numa pequena cidade do interior. Num domingo à tarde, a minha mulher acabara de regressar a Portugal e eu neura resolvi ir à coisa + descontraída que houvesse. Calhou o 'Pretty Baby'. Comprei o bilhete com umas 2 horas de antecedência, não fosse esgotar :-)
Cheguei à sessão ligeiramente atrasado. Já começara. Pareceu-me que o cinema estava bte vazio. Olhe à roda e cheguei à conclusão que eu estava completamente sózinho na sala.
Passados cerca de 15min. entraram duas pessoas na sala. Uma dirigiu-se ao corredor esquerdo e outra ao direito. Apontaram as suas lanternas para as filas de cadeiras e percorreram o corredor de cima a baixo e, de novo, de baixo para cima, de lanterna em riste. Estranho procedimento !
Passados 20min., repetiu-se a cena. Nessa altura percebi que era um procedimento de segurança (isto 11 anos antes do 11/9). Sentia-me particularmente incomodado e ainda pensei poupar o trabalho às 2 belas jovens (sim pq de 2 belas jovens se tratava !) e convidá-las a sentarem-se ao meu lado, que lhes poupava trabalho e ficava bem acompanhado. O meu espírito bem comportado prevaleceu e fiquei calado.
No intervalo vi que faziam o mesmo em todas as salas, que estavam tb quase tão vazias como a minha.
A cena repetiu-se umas 6 vezes ao longo do filme. Foi uma experiência surreal, que não seria de todo possível neste cantinho à beira-mar plantado.

Por estas bandas tenho várias histórias, mas como organizador/bilheteira/lanterninha/projeccionista das sessões de cinema da associação de estudantes do Técnico - mas ficam para outra vez.

Já agora, respondendo ao Misogushi do Nuno, tb eu sou pelos japoneses, mas mais pelo Kurosawa, especialmente no Derzu Uzala.
Cágado1 a 16 de Setembro de 2006 às 19:29

Se calhar as "beldades" andavam à cata das moedas que caem dos bolsos (normalmente masculinos) dos cinéfilos ...
AnaD a 16 de Setembro de 2006 às 21:17

Lisboa é a minha cidade, é quem sou e condiciona o que penso e o que sinto, por isso ao partilhar Lisboa, partilho angústias e alegrias, revoltas e compreensão ... no fundo é um local de partilha de sentimentos!
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