Partilhar Lisboa

Março 22 2015

*disclaimer: o texto é longo e muito pessoal, foi pouco editado portanto podem encontrar virgulas fora do sitio ou acentos em falta*

Quando se fala em rede social, acho que a maioria das pessoas pensa em facebook, curiosamente esta é a rede social com menor impacto na minha vida. E acreditem em mim, se há vida que se embrulha em redes sociais é a minha.  

 

Olhando para trás posso dizer que 2000 é o ano que marca o início da viagem que me tornou no que sou hoje e no que serei no futuro. 2000 foi o ano do meu primeiro emprego, foi aí que tudo começou, foi aí que passei a ter acesso à internet de forma regular, quer no trabalho quer em casa, pois apenas quando passei a ter um rendimento fixo me pude dar ao luxo de ter internet em casa (dial-up claro).

 

A minha primeira impressão da world wide web foi algo que ainda hoje me fascina, a forma como nos pode abrir horizontes e como encolhe o mundo. Naquela altura havia algo chamado “msn groups” (?), ou pelo menos é isso que o meu cérebro recorda, caí de paraquedas num desses grupos sobre F1, descobri que mesmo estando dentro de uma sala de 2x2 num cantinho de Lisboa, isso não me impedia de comunicar em tempo real com pessoas em locais tão distantes como UK, South Africa e Australia. Aprendi tanto nesse grupo, aprendi que não tinha de me envergonhar de gostar de um “desporto de rapazes”, aprendi que respeitar a opinião dos outros não nos impede de sentir a mesma paixão pelas nossas cores.

 

Depois veio o terravista, um misto de fórum e chat, uma experiência totalmente diferente, aqui eramos todos portugueses, realidades muito mais próximas, aqui era fácil haver uma componente física que complementava a interacção online. Ganhei pessoas para a minha vida que ainda hoje cá estão, aprendi a confiar no meu instinto (e até hoje ele não me falhou). Acima de tudo ganhei uma daquelas histórias de amor que se contam anos mais tarde com imenso carinho. Mais tarde trouxe-me também uma outra história, aquelas que para além de nos fazerem crescer nos fazem ganhar calo, aprender a levantar e a seguir em frente. Mas afastei-me das redes sociais durante um tempo.

 

Quando voltei, procurei algo dentro da zona de conforto e um dia resolvi entrar num fórum do Autosport, ainda hoje acontecem coisas na minha vida que eu consigo identificar como tendo início nessa minha escolha, “sangue, suor e lágrimas” quase podia ser o mote dessa minha fase, mesmo agora sempre que alguém me diz que ultrapassei algum obstáculo, eu refiro “isso não é nada, eu passei anos a ser a única rapariga num fórum de automobilismo”. Sei que sou uma privilegiada, nunca pertenci a uma minoria, formei-me numa área (Turismo) onde as mulheres estão em maior número. De repente percebo que o mundo não é assim, que para muita gente o simples facto de ter 2 cromossomas X não me torna diferente, torna-me inferior. Discuti, estrebuchei, indignei-me, argumentei e cansei-me. Saí de lá uma melhor pessoa e com amigos para a vida.

 

Foi de lá me surgiu a ideia de criar um blog e foi como chegar a casa, apesar deste blog estar pouco activo continua a ser a minha casa online, foi daqui que parti para outras aventuras e é sempre aqui que regresso.  Uma das coisas que os blogs me ensinaram foi que não precisava de me centrar apenas em algo, podia dividir a minha atenção por diversos interesses, por exemplo o fórum de uma escritora, foi lá que tomei conhecimento pela primeira vez dessa coisa chamada twitter, curiosa como só eu, criei uma conta, não me aguentei por lá muito tempo, continuei nos meus blogs e nos fóruns, afinal nem tudo o que é moda tem de ser a nossa cara. Algures nesta altura criei conta no facebook, e pouca história há sobre essa rede social, não tenho nada contra, muito pelo contrário, permite-me manter um contacto assíduo com pessoas que de outro modo teria perdido na vida.

 

É algures por aqui que digo “o twitter mudou a minha vida – parte 1” porque apesar de não ter percebido bem a parte social daquela rede, numa altura usei o twitter como acesso a notícias, seguia e era seguida por muito poucas pessoas, estava desempregada e deprimida na altura, uma das épocas mais negras da minha vida, um dia uma das poucas pessoas que seguia no twitter disse-me: “os meus pais estão à procura de uma pessoa para trabalhar na empresa deles, queres ir a uma entrevista” resumindo muito a história, 5 anos depois continuo a trabalhar na mesma empresa :)

 

Numa altura da minha vida em que o emprego era a única estabilidade, eu oscilava da euforia à profunda depressão mais depressa que um F1 chega dos 0/100kmh, a terapia começou a acalmar-me, a minha vida encarreirou, as redes sociais eram uma peça mais pequena na minha vida, de repente em várias frentes puxaram-me o tapete e eu fui de joelhos ao chão e é aqui que entra “o twitter mudou a minha vida – parte 2”, eu sou um ser social, sou independente e gosto muito de sossego, mas as pessoas fazem-me falta, naquela altura não tinha pessoas na minha vida, entrei no twitter porque todas as outras redes não eram opção, se calhar tive sorte, mas de repente seguia e era seguida por um grupo de pessoas que se auto-intitulava por “twitgang” não havia muita interacção da minha parte, afinal eu não tinha nada interessante para fornecer. Na altura a minha psicóloga atribuiu-me uma tarefa: “tomar uma atitude fora da minha zona de conforto”, andei semanas a marinar isso. Quando vi este grupo de pessoas a marcar um encontro tomei a decisão: é isto, é este o meu passo para fora da zona de conforto, e foi assim que acabei a crashar o encontro do twitgang na FLL :)

 

O twitter não é a minha ultima rede social, depois dele ainda vem o tumblr, uma experiência completamente diferente, como alguém me dizia no outro dia: “uma pessoa entra no tumblr por causa dos gajos giros e torna-se numa activista”. O tumblr abriu a minha mente ainda mais e libertou-me de alguns preconceitos.

 

Não faço ideia que redes sociais se seguirão, apenas espero manter por muito tempo esta curiosidade pelas novidades e capacidade de me adaptar à mudança. Porque não tenho nenhum problema em envelhecer assim, ganhando experiência e retirando o máximo de aspectos positivos desta ferramenta, de seu nome “internet”.

 

Uma última nota, estar activo numa ou em várias redes sociais não quer dizer que uma pessoa não tenha uma vida. A vida online não anula a vida real, elas podem e devem complementar-se.

 

Partilhado por AnaD às 17:35

Setembro 02 2013


Por favor acordem-me só em outubro!
Partilhado por AnaD às 12:21
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Junho 16 2013
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Maio 22 2013

Vá, reconhece que tive piada, agora!!!

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Maio 21 2013

Quando a vida te dá limões, esquece a limonada, vai mazé buscar o sal e tequilla.

Partilhado por AnaD às 11:22
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Maio 15 2013

Eu sou uma pessoa sisuda!!!
Eu sou uma pessoa sisuda!!! 

Eu sou uma pessoa sisuda!!! 

Eu sou uma pessoa sisuda!!! 

:)

Partilhado por AnaD às 00:33
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Maio 09 2013

Todos nós temos de tomar decisões, algumas são fáceis, mas há outras que por várias razões são difíceis, por vezes até pensamos que o melhor seria alguém decidir por nós, por não conseguirmos escolher qual a opção que realmente queremos.

É aqui que entra a moeda, escolhemos cara para uma opção, coroa para outra e atiramos a moeda ao ar. Desengane-se quem acha que é uma questão de sorte, no momento em a moeda voa, damos por nós a torcer para que caia com determinada face para cima, aí descobrimos o que realmente queremos. 
Se por alguma razão, mesmo assim não se conseguirem decidir, então meus caros, o melhor mesmo será deixar à consideração do destino ou do universo.
Esta teoria não é minha, li algures pela net, mas pensei, remoí, testei e conclui que é acertada.
Portanto se vos disser atirem uma moeda ao ar, não estou a deixar as coisas na mão do destino.
Partilhado por AnaD às 12:12
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Março 31 2013

Partilhado por AnaD às 21:54

Março 06 2013

Só hoje me deparei com texto do Sr. Pedro Bidarra sobre o vídeo "Portugal, Portugueses" e senti vergonha e pena por ele, porque deve ser muito triste ver o mundo cheio de preconceitos, porque até se pode criticar a forma do vídeo, ou o próprio conteúdo, mas a forma como ele faz juízos de valor, como rebaixa toda uma indústria, as pessoas que trabalham numa indústria, incomoda-me e não só porque já fiz parte dessa indústria, mas também como portuguesa. Ofende-me que por interpelar um turista perdido e perguntar "Need help?" esta atitude que na minha bitola se chama de boa educação, solidariedade e quiçá simpatia seja diminuída como subserviência. 

 

Eu deparei-me com este vídeo e este artigo de opinião através de um dos melhores blogs portugueses "Bad Girls Go Everywhere" e como acho que não consigo escrever melhor, deixo-vos com uma citação de parte do texto da Bad que podem ler na totalidade no blog dela (só pelo cabeçalho já vale a pena clickar no link) sob o titulo: Turismo

 

"(...)Diz-me a experiencia que o mal está quase sempre nos olhos de quem vê, e parece-me que o seu artigo na Dinheiro Vivo, seguido de pequenas réplicas pelas redes sociais fora é uma ofensa sobredimensionada e mal aplicada.  
Estou ligada ao Turismo (ora de forma directa, ora de forma indirecta) vai para 17 anos. Se há coisa que eu sei, que não mudou e que será sempre uma verdade absoluta nessa área, mais do que em outras, é que é um negócio de pessoas. Não se enganem com tretas de infra-estruturas, paisagens, comida e outras coisas. Pessoas. O Turismo é um negócio de pessoas.
Não é para comer que as pessoas cá vêm. Portugal tem UM restaurante no ranking dos 50 melhores do Mundo. Está em 45º lugar.  A nossa comida é boa, sim senhor. Mas é de restaurantes portugueses que o mundo está cheio? Não me parece.
Talvez seja para beber. Afinal, estamos em 10º lugar nas melhores regiões de vinho do Mundo (França, Itália e França ocupam os primeiros três lugares).
Não é pelo Património que as pessoas cá vêm. Portugal tem catorze sítios declarados pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade. Está em 18º lugar. Espanha, aqui ao lado, tem 44… 
Pelas praias. Será pelas praias? Não estamos no Top 10 no Guardian. Numa lista encabeçada por Espanha. Nem no Top 50 da CNN... Nem sequer no TripAdvisor.
Para a prática do ski também é o que se sabe, não vamos lá das pernas.
Não percebo, francamente, a “ofensa” generalizada. Certamente não entendo a repudia do Sr. Bidarra. Que acha que a Ana é uma rameira. Não sendo uma classe com a qual eu prive particularmente, parece-me difícil que, depois de "usar" a rameira, se feche com um "friends for life". Depois reclama que Avillez está a servir à mesa. E eu faço um daqueles esgares críticos, um misto de reprovação e de pena. Os Chefs, os bons, vão à sala falar com os clientes. Faz parte do trabalho deles. Parece que é uma coisa daquilo das relações públicas e de receber feedback do seu trabalho, ou isso. Quanto à senhora que se enrolou, diz o Sr. Bidarra, com o senhor do golfe, um bocadinho mais de atenção e daria para ler as coordenadas da mesma. Ela é de... Portugal. A senhora mudou de país por amor. Eu conheço gente assim. Que se enrolou com alguém que conheceu nas férias, no Erasmus ou até na internet, e que mudou de vida e de país. Se calhar tenho mais mundo, deve ser isso. E o senhor António, que dobra as toalhas e as camisas? O Ritz tem-nos. Chamam-seFloor Managers e encontram-se nos Four Seasons desta vida, por exemplo.
 Portugal é conhecido pelo seu povo hospitaleiro. A Ana não é uma rameira, certamente. A Ana pode muito bem ser a filha do leitor do Dinheiro Vivo, sim. A Ana é uma miúda que tem orgulho na sua cidade, que a conhece, e que a mostrou a uns estrangeiros que cá vieram. Não conte isto à Associação de Guias Interpretes de Portugal, Sr. Bidarra, mas isto acontece. E não envolve, necessariamente, a alcova. Lá estará, certamente, a interpretação, nos olhos de quem vê. Não somos criados, não somos servis. Somos hospitaleiros. Afáveis. Acolhedores. Somos corteses. E isso não está errado. É uma mais-valia que não se compra. Não se manda fazer. Não se ensina. A haver alguma coisa de errado com o filme (aos olhos de quem o vê, neste caso, eu) é o facto de ele existir. Não porque faz de Portugal um país de criados ou porque faz de nós umas rameiras e uns gigolôs. Mas se ele existe foi porque alguém achou necessário lembrar ao povo português para ele ser ele próprio. E isso não é justo."

Para quem não viu o video aqui fica:

Partilhado por AnaD às 22:22
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Janeiro 23 2013

Saio do banho e pulverizo a banheira com o spray de limpeza. Deixo actuar e vou à minha vidinha, visto-me, estico o cabelo, maquilho-me e lembro-me que não limpei a banheira, agarro no chuveiro e abro a torneira, claro que o chuveiro escapa-se das minhas mãos e começa a contorcer-se na banheira espalhando água por todo o lado, no tecto, no chão, em mim. Tive que trocar a roupa toda, voltar a secar o cabelo e a maquilhar-me, e ainda apanhar a água do chão.

 

Ohhh como eu adoro manhãs ... NOT

Partilhado por AnaD às 14:00

Dezembro 17 2012

Ainda não enfeitei a árvore, ainda não embrulhei os presentes, ainda não coloquei nos CTT os cartões e presentes de quem está longe, tenho um presente que se calhar não chega a horas, tenho a casa em pantanas, roupa em fila de espera para o estendal, não tenho filme natalício, não tenho tempo nem paxorra para nada, não tenho espírito natalício.

Por outro lado tenho uma birra, uma telha, um mau-humor que ninguém aguenta, nem eu.

Partilhado por AnaD às 13:31
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Setembro 10 2012

Este blog faz 7 anos, são 1294 posts, já escrevi muito, já escrevi pouco, já me ri muito enquanto escrevia, mas já me indignei também, houve outros blogs, chegou o facebook, chegou o twitter, mas ele continua, menos sedento de atenção, mas presente, sempre disposto a receber as minhas palavras os meus sentimentos. O futuro ninguém sabe, mas neste momento tenho a certeza que o Partilhar Lisboa vai continuar por aqui.

Partilhado por AnaD às 23:54
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Agosto 18 2012

... aprender a andar de bicicleta

... fazer uma tatuagem

... andar de balão

... molhar os pés no Pacifico 

... fazer uma roadtrip

... deitar-me no capot de um Ferrari e ver as estrelas

... uma scooter vermelha

... voltar a Londres 

... ser surpreendida

... ir ao zoo 

... tirar a carta

... rir até despertar o porquinho que há em mim

... um beijo em Times Square

... fotografar sorrisos no olhar

... fazer um cruzeiro

... quero "um" abraço

... ler todos os meus livros

... que me escrevam uma música

... muitas kartadas

... fazer puzzles

... continuar a ser feliz, mesmo quando estou triste!

Partilhado por AnaD às 00:28
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Julho 19 2012

No dia em que visto uma camisola que tem umas riscas horizontais rosa e beje, diz-me:

"Já reparaste que hoje pareces a abelha maia?", como ainda era praticamente de madrugada saiu-me um: "Pois, mas logo eu tiro a camisola e deixo de ser abelha, já tu amanhã continuas parvo"

... silêncio ... "Como eu gosto desse bom humor matinal :D"

E não é que o estupor sacou-me um sorriso, antes das 10 da manhã.

 

Partilhado por AnaD às 15:15
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Lisboa é a minha cidade, é quem sou e condiciona o que penso e o que sinto, por isso ao partilhar Lisboa, partilho angústias e alegrias, revoltas e compreensão ... no fundo é um local de partilha de sentimentos!
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